Teoria do Não-Objeto
De acordo com Ferreira Gullar, o Não-Objeto não apresenta uma função prática e nem é uma representação de outra coisa, como os objetos comuns do cotidiano. Ele existe e acontece através da relação com o espaço e com o espectador, que é sensorialmente envolvido, deixando de atuar apenas de forma contemplativa. No Não-Objeto, o espectador passa a ser parte ativa da obra, ajudando a completá-la com sua presença e interação.
Essa ideia surgiu no contexto da arte Neoconcreta, que rompia com os padrões tradicionais e trazia a participação do público como algo essencial. A relação direta entre obra e pessoa se torna o ponto principal, criando uma experiência viva e transformadora, que não se limita apenas a olhar a obra de longe, mas que se realiza no contato, na ação e no envolvimento do espectador com o espaço e com a própria criação.

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